Zhu Chen e Liang Zhihua, representantes da FIDE, compareceram ao "Simposium de Aplicações Clínicas de Interface Cérebro-Computador" na Universidade da China em Hong Kong, Shenzhen, em 11 de junho. A presença de jogadores e figuras do xadrez no evento surpreendeu, mas não foi acidental. O xadrez, tradicionalmente associado à inteligência e à criatividade humana, está se tornando um dos exemplos mais claros de como a tecnologia de interface cérebro-computador pode ser aplicada. Durante o simposium, especialistas em neurologia, clínicos e empresas de tecnologia discutiram como o jogo pode ajudar a mapear padrões cerebrais e melhorar a comunicação entre mente e máquina. Zhu Chen destacou que o xadrez oferece um "modelo único para testar a eficácia de sistemas de interface", já que envolve decisões complexas em tempo real. A FIDE, ao convidar jogadores para o evento, reforçou o papel do xadrez como ponte entre ciência e inovação. A conexão entre o jogo e a neurociência pode abrir novas fronteiras, tanto para a medicina quanto para o desenvolvimento de tecnologias que ampliem as capacidades humanas. O próximo passo é ver como essa colaboração impactará a prática do xadrez e a pesquisa em interfaces cérebro-computador.